Ultrageek 239 – Obsolescência programada

Ultrageek 239 – Obsolescência programada

RAULLL CAVALARIA GEEK!

No Ultrageek dessa semana vamos falar sobre um assunto que todo geek precisa entender… Obsolescência programada! Do Cartel das lâmpadas à maior solução econômica do século XX, será mesmo que a obsolescência programada é uma salvação? Ou seria ela a maior perversidade criada pelo capitalismo?

Convidados nada obsoletos:
Eduardo Mikail (Blog da Engenharia, Blog da Arquitetura e Engenharia Depressão)
Eduardo Cavalcanti (Blog da Engenharia, Blog da Arquitetura e Engenharia Depressão)

Nesse episódio: Conheça uma filhadaputagem organizada mundialmente, faça aula no bar, ria da guerra Humanas VS Exatas, entenda a diferença de obsolescência programada e obsolescência percebida, faça parte do ciclo sem fim, seja o verdadeiro inimigo da HP, perca 20% do valor do produto só de sair da loja e descubra o que pode ser feito para mudar tudo isso!

Cavalaria Geek

  1. LINKS DO PROGRAMA
  2. Ultrageek 147 – Mestres da Restauração (Inglês)
  3. Ultrageek 147 – Mestres da Restauração (Português)
  4. Ultrageek 197 – Produtos falsificados
  5. Lâmpada com 100 anos de funcionamento

Sobre o autor

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  • Denis Alves

    Você sabe que a Obsolescência Programada é uma realidade quando é normal uma pessoa comprar um iPhone novinho e em pouco tempo (dias às vezes) ativa o botão “Home” virtual do celular, pois não confia na durabilidade das peças do aparelho.

  • CaetanoRcf

    TatoTarcan eu até baixaria no cel, mas a capacidade de armazenamento dele não permite, curioso neh… Vou baixar no trabalho 😜

  • Cristiano A Dias

    Já comprei vários produtos, incluindo celulares, que são cobertos de uma tinta emborrachada que depois de um tempo fica toda pegajosa. Essa m** é uma estratégia sacana de obsolescência?

  • Rafael Campos Cruz

    Fiquei uns 20 segundos olhando pro Spotfy pensando: quando que Creedance fez versão de música de pagode?

  • TatoTarcan

    CaetanoRcf =O

  • Cristiano A Dias Não posso afirmar… Mas que isso é chato pra caralho, com certeza é!

  • Joao Paulo Hanke

    Fiz uma disciplina de Desenvolvimento de Produto em 2013 na universidade e nela o professor falou da questão da obsolescência programada. Não que ele tenha “ensinado” a fazer um produto que dure menos, mas ele comentou que isso realmente já é uma coisa pensada quando está se desenvolvendo os produtos (ou linha de produtos, como no caso dos smartphones). RAULLL!

  • RAULLL CAVALARIA!

    Que programa foda! Achei ótimo
    vocês falarem sobre os dois lados da obsolescência programada. Nós,
    consumidores, sempre que falamos, falamos com desprezo. Eu entendo, é
    difícil ver o lado positivo quando você é o prejudicado. Só que é bom
    fazermos, nem que só de vez em quando, o exercício de ver pela
    perspectiva do outro. Quando vi os motivos da obsolescência programada,
    percebi que ela é algo necessário, apesar de um pouco cruel. A única
    coisa que realmente me incomoda é saber objetos tão básicos pro
    conforto, tipo lavadora e cadeira, têm uma vida útil tão curta. Aqui em
    casa, por exemplo, temos umas banquetas depois de 4 ou 5 anos de uso
    contínuo já estão com um monte de problemas.

    Abraços!

    PS: Carrasco, me dá aula de Grego antigo, por favor. Minhas aulas de Gramática grega antiga na faculdade foram bem ruins. Aliás, apoio você dar aula pra religiosos. XD

  • Cristiano A Dias Acho que tá mais pra um jeito de atrair um comprador que depois fode quem comprou. Hahaha

  • Denis Alves A própria existência do botao home virtual já é uma prova de que a obsolescência programada é uma realidade.

  • Denis Alves

    Sim, mas é no mínimo bizarro alguém adquirir um aparelho e habilitar esse tipo de recurso em tão pouco tempo. É como se a pessoa tivesse pensando “vou comprar ease aparelho maravilhoso, top de linha, mas deixa eu ativar essa função aqui caso dê algum probleminha”.

  • RAULLL Marechais!
    Muito bom esse programa. Aqui em casa vivemos um meio termo de preservação de algumas coisas e de consumir novas a cada lançamento (+-).
    Por exemplo eu tenho uma TV, que já citei em outro comentário, que tem ai mais de 20 anos e funciona bem… só não uso. Assim como tem vídeo cassete bom e funcional, um micro-ondas com mais de 20 anos que só neste ultimo anos de 2015 começou a dar defeito mas compensa mais arrumar, até recentemente uma maquina de lavar de uns 15 anos e uma geladeira com essa idade, tudo funcionando. No caso esses últimos dois equipamentos começaram a dar mto defeito e foram finalmente trocados. 
    Engraçado que o Notebook que eu tinha quase uns 10 anos pifou e quando comprei um novo com 6 meses ele deu pau… td bem que mandei arrumar mas foi o cumulo. O meu PC deve ter passado os 5 anos, perto de uns 7, mas só agora estou querendo trocar mas pq to afim de um Gamer PC.

    Por outro lado, em casa, temos o costume, cada vez mais rápido, de trocar de aparelho de celular. Antes eu era o principal usuário desse tipo de tecnologia, então quando eu trocava passava o aparelho para minha mãe e ela passava o dela para o meu pai, que é o que menos ligava para isso. Atualmente eu tenho um aparelho intermediário, Moto G, enquanto minha mãe está com um Midle End High, Samsung A, e o meu pai continua com o pior mas já é um Moto E que ele já quer trocar e isso pq não aguentou 3 meses com um low end.
    Posso dizer que eu realmente preciso trocar de aparelho, não é por algum motivo fútil mas o meu não me acompanha mais.
    Lembro ainda de uma época quando eu trocava de aparelho, e ele ficava sobrando em casa, conseguia vender o mesmo para amigos e conhecidos. Hoje em dia eles estão acumulando na gaveta, tenho uns 6 aparelhos guardados, todos funcionando, uns mais que outros mas em caso de emergência estão lá.
    Em geral costumo guardar muita coisa eletrônica, de tempo em tempo tenho que limpar as caixas onde guardo. Tenho trocentas fontes, algo útil pra guardar, vários tipos de cabos (até obsoletos), aparelhos eletrônicos que já nem vou mais usar, etc. Quando algo realmente não serve mais, tenho costume de desmontar para ver se aproveito alguma peça interna, nem que for pra gambiarra ou só pra tirar um imã ou algo peça que possa usar de pião rs.
    Enfim, deu pra perceber como aqui vivo entre tecnologia nova e antiga mas se pudesse só usaria coisa de ultima geração!
    RAULLL

  • Rafael Rohden

    Obrigado Marechais!!!
    Estava sem ter o que comentar na mesa redonda da disciplina de Psicologia Institucional pois não tive tempo de ler o livro pedido pela professora da Pós-graduação em Ciência e Tecnologia que estou fazendo. Foi então que alguém entrou no assunto do consumismo e eu aproveitei para contribuir relacionando a Obsolescência Programada e citando exemplos da indústria de lampadas na década de 20 e das impressoras.
    Raulll

  • RodrigoBento

    Eu to aqui olhando pro meu cabo “paralelo” do iphone e tentando imaginar onde eu larguei o cabo original. Deve ter evaporado!

  • Duartetraud

    RedeGeek , se for Android, melhor não fazer atualização, Pois por mais que o fabricante diga que sim, o hardware jamais aceitará bem.

  • Jairo Panzer O Tanque de Guerra da Cavalaria Geek

    RAULLL PREZADOS MARECHAIS!

    Engraçado pensar que antigamente as pessoas diziam: “compra marca tal que é boa, dura bastante”. Hoje não temos mais isso. Essa maldita obsolescência programada está em praticamente tudo o que compramos. Além dos óbvios eletrônicos e eletrodomésticos, percebo isso principalmente na indústria de calçados. Os tênis estão cada vez mais caros e com uma durabilidade pífia. Já tive tênis que durou ano e meio, dois anos sendo bastante usados. Hoje em dia, se durar um ano dou graças a Deus.

    Grande abraço.

  • paulohpontes

    TatoTarcan profmaury estranho que os aparelhos da Apple, famosos pela OP, duram mais do que os outros 😉

  • profmaury

    paulohpontes TatoTarcan Diga isso pro botão Home do aparelho hahahaha

  • O Highlander

    RAULLL MARECHAIS QUE NUNCA FICARÃO OBSOLETOS!!

    Muito bom o programa. Em especial por abordar também o lado bom da obsolescência programada para a economia e, por consequência, para a sociedade como um todo, o que normalmente não ocorre quando se trata desse assunto.

    Gostaria apenas de fazer uma reflexão sobre o tema. Mas primeiro preciso abordar o conceito de riqueza de um país, que normalmente é medido em economia pelo famoso PIB (Produto Interno Bruto). Quero esclarecer à cavalaria que tal conceito é extremamente falho, mas é usado porque é impossível medir o que seria a verdadeira riqueza de um país. Isso porque o PIB mede apenas a riqueza criada em um determinado período de tempo. Por isso não faz sentido dizer apenas que o PIB do país foi de US$ 800 bilhões, por exemplo. Mas que o PIB do país em 2015 foi de US$ 800 bilhões, o que quer dizer que durante todo o ano de 2015 foram criados US$ 800 bilhões de riqueza. Em uma analogia simples, o PIB seria equivalente para o país ao salário das pessoas e ao lucro das empresas. A riqueza propriamente dita é consequência do PIB, mas é a acumulação deste durante toda a história do país. Novamente fazendo uma analogia, a riqueza do país seria o equivalente ao patrimônio das pessoas e empresas. Recapitulando e simplificando as coisas, mas mantendo a ideia, o PIB de um país é a renda do mesmo, sendo a soma da renda de todas as pessoas e empresas do país, ou seja, a soma do lucro e dos salários. Assim como a riqueza de um país é a soma da riqueza de todas as pessoas e empresas do país, ou seja, a soma do patrimônio de todas as pessoas e empresas. Assim fica fácil perceber o quanto é falho o PIB como medida de riqueza de um país. Afinal, um PIB baixo em um determinado ano não elimina toda a riqueza acumulada, todo o patrimônio, ou seja, o país continua tão rico quanto antes.

    Então agora entramos no paradoxo da obsolescência programada. À medida que os produtos duram cada vez menos e precisamos comprar cada vez mais para repô-los, o PIB aumentará e a economia irá cada vez melhor, mas estaremos ficando mais ricos? Se eu gasto toda a minha renda para trocar a geladeira, o microondas, a TV, o carro, o videogame, o smartphone e etc, etc, etc, ao final do período terei tido uma renda de X, o PIB aumentou de X, mas eu continuo com uma geladeira, um fogão, uma TV, um carro, um videogame, um smartphone e etc, etc e etc, ou seja, continuo com o mesmo patrimônio. E estendendo isso para toda a economia, o PIB do país pode ter sido enorme, mas toda essa riqueza criada foi apenas para repor a riqueza perdida pela obsolência programada e o país não saiu do lugar em termos de patrimônio. Então de que vale isso?

    Claro que tudo isso é uma simplificação e as coisas não são bem assim, mas fica a ideia para a reflexão.

    RAULLL!!

    PS1: O argumento geek de bate-pronto à reflexão anterior. Continuo com uma geladeira, um microondas, uma TV, um carro, um videogame, um smartphone e etc, mas agora é uma geladeira que me avisa quando os produtos dentro dela irão vencer, o microondas liga sozinho e faz a minha janta antes de eu chegar em casa, a TV tem Netflix e Youtube, o carro estaciona sozinho e tem GPS, o videogame roda GTA 7 e o etc é muito mais geek que o etc anterior, então VALE SIM!!!!
    PS2: Aqui em casa ainda tá em uso. Que obsolescência o que!!! Tá funcionando tá valendo!!

  • becodosnerds

    profmaury Eu sei, mas mesmo assim ouvirei-lhes, pq os marechais são PHODAS! 😉

  • psicopanda

    Raaaul  marechais da terra onde o caolho chora e o bico arisca!!! 
    Quando falamos em obsolescência programada, como um bom estudante de humanas e empreendedor no ramo de miçangas, o nome Zygmunt Bauman me vem logo à cabeça. 
    Essa senhor faz um comparativo entre os produtos que usamos e as nossas relações sociais no tempo moderno-líquido. Aí você me pergunta: Prq Líquido?
    Líquido porque as coisas mudam e mudamos juntos ao ambiente de forma mais rápida, assim buscando nos encaixar sempre ao meio. ( Aí que delícia).
    Um exemplo, hoje se relacionamento  dure um pouco amais do tempo que o social estima, pode vir a ser ofensivo para o meio. Exemplo, Muita gente treme na base quando falamos em casamento, tem aquele amigo que fala “poxa vida, perdi um amigo hoje… Casou, vi um vida se perder bem diante dos meus olhos.”. Resumindo, hoje nos relacionamos com pessoas como nos relacionamos com produtos, damos valor e rotulamos, usamos como bem entendemos uns aos outros, e quando não for mais útil, nos desfazemos dessa relação para vivermos outras, assim como nossos smartfones.

  • psicopanda

    Raaaul  marechais da terra onde o caolho chora e o bico arisca!!! Quando falamos em obsolescência programada, como um bom estudante de humanas e empreendedor no ramo de miçangas, o nome Zygmunt Bauman me vem logo à cabeça. 
    Essa senhor faz um comparativo entre os produtos que usamos e as nossas relações sociais no tempo moderno-líquido. Aí você me pergunta: Prq Líquido?
    Líquido porque as coisas mudam e mudamos juntos ao ambiente de forma mais rápida, assim buscando nos encaixar sempre ao meio. ( Aí que delícia). 
    Um exemplo, hoje se relacionamento  dura um pouco amais do tempo que o social estima, pode vir a ser ofensivo para o meio. Exemplo, Muita gente treme na base quando falamos em casamento, tem aquele amigo que fala “poxa vida, perdi um amigo hoje… Casou, vi uma vida se perder bem diante dos meus olhos.”. Resumindo, hoje nos relacionamos com pessoas como nos relacionamos com produtos, damos valor e rotulamos, usamos como bem entendemos uns aos outros, e quando não for mais útil, nos desfazemos dessa relação para vivermos outras, assim como fazemos com os nossos smartfones. 
    Abraço, passei um tempo sem comentar nada, mas sempre tou por aqui.

  • AndreMiolaBueno

    RAULLL Marechais!!!

    cast fodástico, finalmente chego ao fim de uma maratona insana de Ultrageeks (e WeRgeeks), mas deixarei essa história para depois no meu pedido de batismo/coisa linda de Deus =P

    Obsolescência programada é uma merda, consegui ficar 2,5 anos com o meu Xperia SP (sem formatar), espero conseguir manter o mesmo ‘retorno sobre investimento’ com o meu ZenFone 2 (precisará durar 4,5 anos para manter os R$24/mês)

    Abrazzz
    André Miola Bueno

  • GutoGerbase

    RAULLL! Marechais supremos da putaria ilimitadamente eterna! Lembro que uma vez o Carrasco tocou nesse assunto de gays/bisexuais não poderem doar sangue. Segue uma campanha bem feita para conscientização/mobilização do assunto. 
    http://comunicadores.info/2016/05/02/um-caminhao-cheio-de-sangue-desperdicado-por-puro-preconceito/?utm_content=buffer12e13&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

  • GutoGerbase

    RAULLL! Marechais manjantes da putaria totosa e delicinha que nunca acaba!
    Parabéns pelo cast repetaculê como sempre, apenas para citar que existem alguns outros movimentos/gambiarras tecnológicas pra ganhar mais vida de um aparelho (tpw o da babá eletrônica que vcs falaram).
    Eu tive uma Samsung Galaxy S2 e utilizei ele por coisa de 4 anos, com 80% deles usando o Cyanogenmod que é uma rom do Android modificada para continuar lançando atualizações e novos recursos para celulares famosos que deixaram de ter atualizações. E ele funcionou muito bem obrigado até o dia que não dava mais por conta do botão físico da home que começou a falhar.
    Só pra constar a Samsung só atualizou esse aparelho por um ano após o lançamento (e eu comprei ele coisa de 8 meses depois de lançado).

  • Carrasco

    Steph, a Sheska da Cavalaria Geek
    Pôxa, Sheska, com o maior prazer! É só dizer quando!
    😉

  • JoaoVrijdags

    Raulll! Venho com uma história sobre atualizar o Android. Tive um moto d3 por uns 5 anos, quando resolvi atualizar sua versão, isso no final do ano passado. Infelizmente o Android ficou extremamente ruim, além de não reconhecer um dos dois chips, ele travava a tela depois de 3 segundos. Desbloqueava a tela, apertava até 3 botões, e a tela não reconhecia mais nenhum comando, daí bloqueava a tela é desbloqueava novamente. Como não aceitava que o aparelho estava quebrado, tentei hard reset algumas vezes, mas o erro persistia. Então fiz a coisa mais óbvia que não passa pela cabeça, liguei para a Motorola e depois de explicar a situação e passar o Mei me explicaram que era um problema de fábrica. Conclusão, trocaram o d3 por um g2, vlw Motorola. Mas será que foi defeito de fábrica mesmo????