EU QUERO implantes cibernéticos

EU QUERO implantes cibernéticos

Apesar de muita gente dizer que o filme não é uma boa adaptação da obra de Isaac Asimov, O Homem Bicentenário é bem divertido… mas não vou falar dele aqui, afinal, já falei no Filmes Para Geeks Ver #023!

Como a ideia do EU QUERO é falar sobre tecnologias da ficção no mundo real, hoje vou falar de implantes cibernéticos de órgãos. Tudo bem, eu sei que o conceito já existe, mas nada como os projetos fodáticos de Andrew Martin.

Pensem em quantas pessoas poderiam ser ajudadas com essa tecnologia, pensem em como seria bom se ninguém precisasse esperar filas gigantes por uma doação de órgão, mais que isso, em como qualquer um perderia o medo de fazer merda… ops! Pensando bem, não pense nisso não! =P

Sobre o autor

Idealizador de toda a bagaça, Tato é um aficionado por blogs e podcasts e, acima de tudo, um completo viciado por tecnologia! Já trabalhou com robótica, hidroponia, participou de um reality show, foi professor de computação gráfica, diretor de arte em agências online e offline, organizou eventos e dedicou mais de 90% de sua vida para a comunicação. Por isso, se tornou a mente criativa da parada toda!

  • Augusto Mesquita

    Quando eu era mais jovem eu acreditava piamente que o futuro seria repleto de pessoas andando por aí com implantes biônicos e outras próteses cibernéticas e eu adorava jogar rpgs com tema cyberpunks justamente pelos implantes.

    Mas agora, eu me pergunto se esse futuro poderá se concretizar, de fato.

    Pois pelo que vejo, os maiores peoblemas desses implantes são 1: a rejeição por parte do nosso corpo a este “corpo estranho” que está sendo adicionado a nós e 2: a conexão entre esses implantes e o nosso cérebro. Quer dizer, como fazer com que nosso cérebro movimente uma mão biônica como se fosse uma mão de verdade, ou como fazer o cérebro interpretar as imagens captadas por um olho biônico?

    É claro que não sou nenhum cientista bio-tecnológico, sou apenas um estudante de engenharia (civil) que apenas sonha com um futuro cibernético.

  • Olha que já estão implantando chips no céu da boca para parar de roncar! Tenho certeza que tem muita gente precisando de um desses!!!

  • Ao ler esse post não tive como, primeiro, babar mais ainda com o Asimov e tornar mais forte a minha convicção que ele entra fácil, facinho numa eventual lista dos visionários que a humanidade já teve… 🙂

    O conceito de implantes, próteses e nossa consequente “ciborguização” já vem de longe. os primeiros teóricos dos estudos em cibercultura já nos chamavam a atenção de que as vacinas, por exemplo, já são modificações que alteram nosso estado humano, digamos, e nos aproxima dessas existência cyborg.

    Mesmo imaginando como o comércio clandestino de órgãos funcionaria, ou que nós lentamente caminharíamos para uma sociedade ” de perfeição” a la Gattaca, gostaria MUITO que esses projetos de reprodução de órgãos existissem!

  • Hiro

    O jogo Deus Ex apresenta uma idéia mais madura sobre esse conceito, eu recomendo bastante. Tava até em desconto essa semana na steam ;p

    Quanto à rejeição, os materiais usados em várias protéses hj já tem baixíssima rejeição e existe medicação tb que diminui a resposta do corpo à rejeição o que ajuda bastante. Teoricamente tb, com o advento da clonagem seria possível usar órgãos, pedaços de órgãos e até membros (se as atuais experiências nesse sentido tiverem sucesso) do seu duplo, embora essa técnica esbarre em algumas objeções morais ainda em debate social.
    Já a questão da comunicação entre as sinapses do cérebro e os componentes eletrônicos já existem até projetos experimentais pra controle através das ondas cerebrais, ou seja, sem uma ligação direta entre eles, além de outras q interpretam comando a partir de outros sinais neurológicos.
    O que estamos longe de fazer, na verdade, é uma construção que reaja ao mundo criando estímulo táctil, justamente o que o cara faz no filme do homem bicentenário, o que impede completamente a criação de próteses sexuais plenamente utilizáveis.

  • A questão de rejeição pode ser solucionada com instalações não-invasivas como, por exemplo, a mão mecânica que a UFSCar desenvolve (http://www.dee.ufscar.br/grupos-de-estudo/bionica/). Claro que existem órgãos internos que necessitam de contato e aí como o Hiro disse acima existem medicamentos para combater essa rejeição.

  • Paula Piva

    Eu sou uma apaixonada por esse tema, que tbm é o tema do meu TCC (q um dia eu espero fazer).
    Os implantes já são realidade, tem várias complicações, principalmente no quesito rejeição, mas como o Hiro ressaltou há diversos medicamentos q estão ajudando muito. E a pesquisa por materiais melhores, que causem menos rejeição está a pleno vapor.
    Já há inclusive discussão se os atletas implantados podem concorrer com os atletas ‘normais’.
    Para quem foi à última CPBR e passou pela parte de robótica deve ter visto os vários paineis sobre o tema. Um cara tem um olho biônico que ele criou e que enxerga, por assim dizer, de verdade, levando as informações para o cérebro.
    Tinha um sulista que está trabalhando num projeto na França exatamente sobre a ligação do membro implantado com os outros, tipo a mão com o antebraço, pra ficar o mais natural possível. E num sistema em que os braços conseguem fazer movimentos naturais como pegar um copo de vidro e levar até a boca.

    Acho que ainda veremos esses implantes existirem, pelo menos espero poder ver

  • Deus Ex feelings