Ultrageek 66 (WeRgeeks) – Ditadura Digital (parte 1)

Ultrageek 66 (WeRgeeks) – Ditadura Digital (parte 1)

Olá, olá, olá Geeks!

No podcast de hoje Tato e Prof. Maury reúnem Hiro, @MarceloSalgado" href="http://twitter.com/marcelosalgado" target="_blank">Marcelo Salgado (Cumê Camão) e Joh (Descontrole Podcast) para filosofar e soltar todas suas opiniões sobre a Ditadura Digital. O que é que está pegando de verdade com a SOPA, PIPA e a Lei Azeredo (AI-5 digital)? A internet está fora de controle? Está rolando uma Ditadura Digital? Vão cortar meu Facebook? Nesse episódio: Onde começou tudo, qual o medo de quem centraliza o poder, citações de Camões, conheça a conspiração da batata e descubra qual seu papel nessa revolução!

NÃO DEIXE DE OUVIR A PARTE 2!

Sobre o autor

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  • E aí pessoal, aqui estou de novo para comentar. Aliás, só no WeRGeeks e no Piratacast que eu ouço e já venho comentar, acho que os temas que ambos abordam sejam mais fáceis de comentar, não sei.
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    Este programa foi espetacular. Um programa bem sóbrio e sem perder o jeito humorado. Gostei da abordagem mais ampla do tema do que só focar em SOPA, PIPA, ACTA e Azeredo, mesmo porque o Nerdcast já fala dos conceitos por cima.
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    Por acaso vi que o Telhacast também falou do tema no episódio 16. E assim que acabar este comentário vou ouvir o Guanacast 99 por recomendação de vocês. Aliás, iniciei uma coluna lá no Piratacast justamente para reunir podcasts que falam de um mesmo tema, futuramente, vou indicar todos esses podcasts falando de Sopa e Ditadura/Censura na Web.
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    Gostei muito que vocês falaram do pessoal preocupado com Megaupload e Torrent. Sem falar nas piadinhas, a da batata com cebola foi muito boa. O que eu fico indignado, digamos assim, é o pessoal ficar preocupado com essas leis porque vão ter que parar de fazer seus downloads.
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    Minha visão da coisa é o seguinte, não quero que haja censura na internet, por outro lado, não acho que qualquer um pode sair por aí invadindo sites e computadores e isso não dar em nada. Acredito sim que as leis devam ser aplicadas na internet tal como na vida real. O fato de existir leis não quer dizer que precise haver censura. Acho que todo mundo pode dar sua visão das coisas, é claro que existe uma linha bem tênue do que é difamação e o que é comentar da ação de alguém.
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    Ainda não ouvi o WeRGeeks 42, mas pretendo ouvir em breve. Quanto as camisetas da Cavalaria Geek, logo mais vou comprar as minhas também! E por fim, culpo vocês por me deixarem viciado em Team Fortress, até tenho sonhado com o jogo, claro que estar desempregado também colaborou com o vício. Rsrsrs.
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    Abraços!

  • Ah, não comentei, a vírgula sonora ficou demais!

  • Bom, primeiro parabens, ja tem um tempo que eu espero o wergeeks sobre SOPA PIPA e ACTA

    Parabens ao Maury pelas suas palavras finais, esta ai o filosofo que eu admiro

    Parabens a todos por tudo levantado (de Camões à conspiração da batata)

    coincidentemente, eu comecei ontem a ler 1984, e pensava justamente sobre um ponto levantado, a tecnologia de comunicação presente nas nossas vidas é justamente uma faca de 2 gumes, afinal, você praticamente não faz uma compra sem ser idêntificado, não manda um e-mail sem deixar um rastro, não vai de um lado da cidade à outro sem passar por cameras, radares ou catracas

    ao mesmo tempo, sem se comunicar, você não pode compartilhar com os outros sua angustia e descontentamente, não podendo assim iniciar uma revolução

    @Danilo
    as leis nem sempre fazem sentido, e algumas vezes precisamos ir contra elas, como é o caso de uma inglesa que tem permissão de comprar maconha para o tratamento médico (pagando o preço abusivo) mas não pode plantar em casa para consumo próprio, sendo asssim, o caos é necessario para que haja revolução (assim foi com Russia, Libia, França, etc..) e assim sempre será.

    @Todos
    A luta contra a SOPA e PIPA e ACTA é maior do que apenas uma luta pela pirataria, mas uma luta para evitar que todas as nossas atividades sejam monitoradas e tenhamos que conviver com o grande irmão nos olhando enquanto desejamos mas não podemos conspirar contra o governo ditatorial

  • CACETE EM HIRO! tenho que ouvir umas 4 vezes cada parte pra entender tudo que voce fala! ahuihauiauihuiahuihauihuiahuihauihuihauihuihaiuaa

  • Davi Dalben

    Olá generais da Cavalaria Geek!

    Raramente (mesmo) comento algum podcast dos muitos que ouço, mas desta vez não pude deixar de me manifestar.

    Em primeiro lugar, é importante dizer que as leis de um país são o reflexo da vontade (ou do descaso) da maioria da população. Não adianta dizer que quem faz as leis é “o Governo”. Não vivemos numa ditadura. O povo elege seus representantes que vão escrever as leis que acreditam que quem os elegeu quer que sejam escritas. Ou o povo não está nem aí, elege qualquer um e depois tem que engolir qualquer lei que eles escrevam.

    É preciso lembrar que as leis existem, na maioria das vezes, para proteger alguma minoria das ações de outra minoria. A minoria mais poderosa vence e, para a maioria das pessoas, tanto faz. Ninguém do poder legislativo representa a maioria absoluta da população. O legislador cria a lei que acha que a minoria que votou nele gostaria que ele criasse. Depois tenta convencer a maioria dos outros representantes a aprová-la, já que, para quem elegeu estes, tanto faz.

    Claro que existem distorções no modelo, como a corrupção, os lobbies, as falsidades ideológicas de quem está em campanha. Mas, mesmo esses, acredito que sejam minoria (podem me chamar de ingênuo, se quiserem).

    Por isso as leis devem estar em constante discussão. O perfil do povo muda com o tempo. E tentar aprovar uma lei sem prévia discussão resulta em revolta, desobediência, leis que “não pegam”.

    Outra coisa: não foi SOPA, nem PIPA, nem nenhuma lei que ainda não esteja em vigor que derrubou o MegaUpload. Ele foi tirado do ar baseado nas leis existentes, que se provam suficientes para isso. O maior receio dos grandes sites que aderiram à campanha contra o SOPA é que a lei, como proposta, tiraria do ar (pela exclusão da entrada no DNS) o site que tivesse um comentário de visitante linkando um conteúdo protegido por direitos autorais. É como fechar o bar porque seus frequentadores combinaram um assalto lá dentro.

    Vou ouvir a segunda parte e, se achar que tenho algo com o que colaborar, volto a comentar.

    Ah! O tal arquivo com nome de site e endereço IP sugerido no episódio existe em todos os sistemas operacionais. Ele se chama hosts e alterar seu conteúdo é uma das maneiras mais simples de fazer um ataque a um computador de forma que o usuário pense que está em um site quando, na verdade, está em outro. Mas funcionaria.

  • Hiro

    @Davi

    Caraca, boa argumentação. Mas eu discordo em alguns pontos, sem nenhum fim de exaurir o debate, vamos a eles:

    Acreditar que a lei é um reflexo direto da vontade de seu povo é algo bonito, mas mentiroso ilustro meu raciocínio: se vc pegar qq povo de qq região, em qq tempo e perguntar sobre impostos, poucos (infimamente poucos) iriam concordar com a cobrança do tributo, no mínimo no que se refere ao quantum. No estudo do direito, o que se entende é que a livre vontade de um povo é o “poder” q legitimiza uma constituição, que é a base das leis “menores”, por assim dizer. É a explicação clássica de Rousseau, que mais ou menos, é a justificativa política do estado de direito moderno, embora seja solapada por outras teorias dentro do Direito, mas essa é outra discussão.

    Vale lembrar ainda quanto à parte do descaso da população que essa é a regra na verdade. Mesmo na democracia grega, que pode ser considerada a manifestação mais próxima de uma democracia ideal apenas uma parte mto pequena da população era participativa. Historiadores acreditam que algo entre 10 a 20% da população que podia votar, se levarmos em consideração que apenas cidadãos do sexo masculino acima de uma determinada idade estavam aptos à manifestarem suas vontades nàquelas praças, percebemos que é uma ínfima parcela da população. Costume tristemente perpetuado.

    Por fim, mas ainda nesse parágrafo, essa idéia de que o povo tem que “engolir” uma lei só pq votou nos legisladores é um pouco estranha, me lembra um pouco até a noção de pátrio poder antiga, de que seu pai te pôs no mundo e portanto pode fazer o que quiser com você. Em uma democracia você pode discordar à vontade de qq coisa e manifestar a sua vontade de qualquer maneira legal disponível e até mesmo ilegal se albergado pela desobediência civil. E isso inclui principalmente as manifestações políticas dos seus representantes, seja ele depositário do seu voto ou não. No parlamentarismo existe até uma representação dessa desconfiança, chamado recall, onde um membro do parlamento pode ser deposto por ser indigno da confiança popular, mais ou menos representado no nosso presidencialismo pela cassação de mandato por falta de decoro parlamentar ou por decisão judicial.

    Concordo que a maioria das leis não tem entre seus objetivos a satisfação de uma demanda geral da população, mas tendo em mente uma minoria, que eu prefiro classificar como interesses. Minorias parecem um grupo organizado ou coeso pelo menos, interesses são vontades que podem ou não usar de artíficios pra se valerem. Só discordo um pouco do jeito que vc expôs essa idéia, dando a entender que existe certa autoria da lei que alguém cria a lei e só cabe às casas promulgar ou não (tecnicamente nem isso, já que o presidente é quem promulga a lei), quando na verdade o processo legiferante é muito complexo, podendo durar anos, em uma discussão com mudanças expressas de texto, emendas, revisões e etc, onde existe um verdadeiro cabo de guerra com 500 pontas, onde os interesses vão se afunilando e puxando mais pra um lado ou outro o dispositivo x, só pra que no y outro interesse seja mais validado. E mesmo depois que isso tudo acaba e o texto é finalmente sancionado e publicado ainda cabe a interpretação que pode mudar muito das intenções originais ali. En passantainda , só pelo amor ao discurso mesmo, devo dizer que quando vc começa falando em lei como reflexo da vontade da maioria e depois desenvolve a idéia falando em minorias, a idéia perde um pouco a força pela contradição terminológica.

    Quanto a adaptação das leis, é um tema interessante, daria pra falar dias sobre isso, sendo inclusive uma das principais diferenças entre o sistema jurídico romano germânico e o sistema anglossaxão. Não sei se vc é um estudioso dessa nobre ciência humana, mas só pra pincelar sobre o assunto: a opinião geral é de que seria impossível uma constante renovação das leis então o que costuma acontecer é a mudança na interpretação do texto legal de acordo com vários princípios. Em geral, é essa mesma noção de que a lei não é um comando concreto, inafastável e infalível que cria na cabeça dos leigos a idéia de que a lei é “cheia de brechas”, simplemente porque ela é mesmo, mas por um bom motivo.

    Só pra fechar, acho que nós não dissemos isso sobre o cara do megaupload. Até li umas coisas sobre o processo que ele sofre desde os anos 90 pra participar do cast e achei ele um pouco nebuloso, até pq como eu disse eu não sou um especialista, mas pelo que entendi ele foi preso por N delitos, entre eles pirataria. A sua analogia também é incrivelmente pouco precisa, eu a reformularia pra um bar afetado por uma lei que determinasse o fechamento de um bar pela ausência de fiscalização quanto à venda de bebidas alcólicas a menores de idade.

    E só comentando, bem, não era exatamente essa lista que nós queríamos, mas sempre é bom saber de alguma coisa nova. ;p

  • @Davi
    existe um ponto sobre a postura de encarar as leis, se dizemos, o povo escolheu, ele que engula, você aceita sobre si aquilo que a maioria escolheu ou pior, aquilo que a maioria não rejeitou.

    a maioria só quer continuar com sua vida, se você aceita e não reclama como a maioria, você se une a força que (estranhamente) rejeita a rejeição, ou seja, você se torna aquele cara descontente mas que olha para uma manifestação e diz … “bando de vagabundos”, e assim, não contribui para uma mudança

    as mudanças causadas pelo povo estão baseadas na união, nunca na segregação, e é ai que nos fodemos, afinal, desde quando classes diferentes são unidas

  • Não costumo comentar em posts de podcasts antigos, mas essa semana recebi um e-mail (sim era uma corrente, que como mtos tbm odeio mas) esse tinha relação com o assunto abordado nesse podcast, espero que gostem tanto quanto eu gostei, não colocarei todo o e-mail mas as partes relevantes ao assunto:

    O patriotismo de uma jovem
    de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu…
     
    Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino o título recomendado pela professora foi: ‘Dai pão a quem tem fome’
    Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.
    E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
    Leiam o que escreveu essa jovem é uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico…

    “Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
     
    O que houve, meu Brasil brasileiro? perguntei-lhe!
     
    E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado
    e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando,
    com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo…
    Vejam o que estão fazendo comigo….
     
    Antes, os meus bosques tinham mais flores
    e meus seios mais amores…
     
    Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes.
    O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante…
     
    Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
    Eu era a Pátria amada, idolatrada…
    Havia paz no futuro e glórias no passado…

    Nenhum filho meu fugia à luta…

    Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil…
     
    Eu era gigante pela própria natureza,
    que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem
    que às margens plácidas de algum riachinho,
    tenha a coragem de gritar mais alto
    para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar
    o verde louro de minha flâmula…
     
    Eu,
    não suportando as chorosas queixas do Brasil,
    fui para o jardim.
    Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece
    no lábaro que o nosso país ostenta estrelado
    Pensei… Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?
    Pensei mais…
    Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
    Voltei à sala
    mas encontrei o mapa silencioso e mudo
    como uma criança dormindo
    em seu berço esplêndido….

    • Olá Tudisco!
      Muito obrigado por compartilhar esse texto conosco, ele realmente é muito bom … e o mais importante nos faz repensar!

      Abraços

    • Tato

      @Tudisco: Foda mesmo o texto! Valeu por ter compartilhado com a gente!!! ;D