Sim, caros leitores do WeRgeeks, na era de globalização do www, eu, aqui em minha casa, com PC, iPod, wireless, pensei por vários momentos em sai da internet de vez. Fechar facebook, espantar Twitter, encerrar o blog, descansar do mundo virtual porque hoje não há mais espaço para nada que se preze.

Me perdoem a CavalariaGEEK (que nasceu no wRg), mas a internet hoje está saturada de pessoas que não respeitam a opinião alheia, e a própria já foi parar na lixeira também. Como eu disse no post passado, ninguém mais quer pensar e refletir por aqui, é tudo no encurtador automático de links e (des)respeito pessoal. A piada agora é: “perco o amigo, já que a minha opinião prevalece”.

Algumas semanas atrás, um vídeo comum de propaganda virou um hit alucinado na web, simplesmente porque a menina estava em intercâmbio no exterior. E quem o transformou nessa peça de aberração de sites ‘engraçadinhos’? O mesmo público despretensioso que não liga para textos opinativos, ditos grandes. Ou que julgam serem melhores em opiniões.

Se não bastasse, o jornalismo entrou no ritmo (e na ausência de pauta) e resolveu explicar à grande massa que assiste televisão, o que estava acontecendo nas redes. Daí o leite derramado começou a corroer a mesa, e opinião pessoal mesmo se perdeu no tempo de ‘Isto é uma vergonha’. Tempo este que quando uma pessoa da mídia falava, muitos abaixavam a orelha e ouviam. Não porque eram submissos, mas porque a opinião se valia de fatos concretos, bem diferentes de hoje em dia.

O que eu quero dizer, caso entendam ou não, é que a internet como rede social se transformou em um campo minado igual ou pior ao Vietnam. Se eu exponho o que penso, sou chicoteado por inimigos invisíveis que entre cabos falam uma coisa, pessoalmente dizem outras. Não quero e não vou defender quem está certo nesta questão, até porque estamos TODOS errados, inclusive eu. Para quem vive de internet é difícil não se posicionar contra/a favor de uma causa e lutar por ela, mas parar e pensar também faz parte do caminho.

Fomos nós, internautas, que levamos a menina à hit da web. Fomos nós que demos audiência na televisão ao vê-la chegar, somos nós que deixamos de pensar de forma prática e inteligente, não porque alguém disse isso, mas porque a cultura de massa hoje é instantânea, não paramos para pensar isso e achamos o cúmulo quando alguém nos joga na cara.

Essa falta de informação própria e a metralhadora de (pseudo) opiniões me fizeram imaginar um mundo fora da internet, como se eu vivesse tal qual meu avô, que consome fatos via televisão, rádio ou jornal. Mas pensando bem (agora sim!) as mídias de hoje recolhem suas pautas do mundo virtual, logo não temos escapatória da matrix de 2012.