Sejam bem-vindos ao WeRgeeks Convida, um espaço criado para que nossos amigos, leitores e ouvintes também possam participar do blog e deixar posts com seus pontos de vista sobre o universo geek. O convidado de hoje é ninguém mais, ninguém menos que @Barone" href="http://www.twitter.com/barone" target="_blank">Mr. Freaking Barone, o daltônico favorito do Puro Pop e do PãoDiQuest… ah, ele também participou do WeRgeeks Podcast Episódio 40 – Internet nos anos 90!

Eu, Dinogamer

A principal função do computador, para mim, sempre foi a de plataforma para jogos.

Desde meu primeiro contato com Prince of Persia no 486 da loja do meu tio, meu mundo mudou; acho que, mesmo a partir daquele momento de interação com pixels enormes em 64 cores, eu já sabia do potencial que aquilo tinha e nunca deixei de acreditar. Passando-se o tempo, novas pérolas foram lançadas, como Doom, Wolfenstein 3D, SimCity e muitos outros – os poucos megas das HDs da época eram pouco para essa revolução velada que acontecia.

Os computadores evoluíram, ganhamos processadores Pentium e placas de vídeo melhores e chegou a era de ouro para os gamers computadorísticos: os adventures da LucasArts. Day of the Tentacle, Maniac Mansion, Indiana Jones, Sam & Max, The Dig, o saudoso Full Throttle e O JOGO (aliás, você perdeu) que me fez perder dias na frente do PC: The Secret of Monkey Island, que deu origem a uma série incrível de jogos bem humorados e extremamente viciantes.

Sim, amiguinhos, eu sou um Dinogamer.

Isso quer dizer, basicamente, que eu vivo do passado quando no que diz respeito a jogos. É uma cultura criada em cima das experiências que tive desde moleque com esses grandes jogos, que foram formadores de caráter e um excelente meio de desenvolver o raciocínio, além de aprender inglês. Ser um Dinogamer quer dizer que nunca abandonarei esses jogos, que eles sempre terão espaço na minha HD e sempre os jogarei entre uma partida e outra de algum jogo high-end.

Um excelente exemplo disso são os excelentes Fallout e Fallout 2, CRPGs que apresentam um mundo pós-apocalíptico recheado de humor negro e referências à Cultura Pop. Conheci bons amigos em um fórum dedicado unicamente a falar sobre essa série de jogos.

Rodar qualquer um dos jogos citados, entre tantos outros, me transporta para a época na qual eu os jogava como se fossem o ápice da tecnologia; traz de volta a sensação de inocência e empolgação que eu tinha em relação aos games, além de serem completamente diferentes do que temos no mercado hoje. Por isso vale a pena fazer parte desse grupo de pessoas.

Tendo dito isso, deixo para os entusiastas da retrocomputaria uma série de links para esses marcos da jogatina no PC, que tem muito a ver com os famosos Abandonwares:

GOG – site especializado em trazer jogos que marcaram época por preços ridículos. O melhor é que eles já vem prontos para rodar na sua máquina atual, sem problemas de performance do jogo.

Abandonia – lar dos abandonwares, jogos que já perderam seus direitos comerciais e podem ser disponibilizados gratuitamente. O site tem um acervo enorme de raridades.

Sarcófago – versão brazuca do Abandonia, com um acervo bem menor e com um certo desrespeito à regra de direitos comerciais de alguns jogos.

Abandonware Ring – esse site reúne todas as atualizações dos grandes centros de abandonware na internet. É uma boa depois que você esgotar o Abandonia.