Retro-review Assassin’s Creed

Retro-review Assassin’s Creed

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Seja seu próprio senhor
Imagine fazer parte de uma linhagem de assassinos. Não do tipo vilão de filmes de segunda, mas do tipo que luta pelo princípio de que o mal deve ser combatido a qualquer custo. E com que objetivo? O de que as pessoas devem aprender a ser socialmente independentes, que não devemos ter ninguém nos dizendo o que podemos ou não fazer. Que nós somos capazes de governar a nós mesmos. Um objetivo nobre, sem dúvida.

Adolescentes nunca estão satisfeitos
Desmond Miles faz parte de uma linhagem assim, mas aos dezesseis anos ele resolve deixar tudo isso ao fugir do centro de treinamento. O motivo pelo qual ele fez isso não fica totalmente claro, mas o desprezo com que ele demonstra ao grupo levanta algumas suspeitas. Possivelmente ele era um estudante fraco, que vivia tendo sua bunda chutada por talentos natos e sacou que aquela vida só iria levá-lo a uma lenta e patética morte, mas isso pode ser só minha inveja falando.

Para se manter incógnito Desmond vive uma vida simples, usando apenas dinheiro para tudo e acaba se tornando um garçom, uma das profissões mais anônimas do mundo. Mas ao obter sua carteira para motos ele comete o erro de fornecer sua digital e com isso é localizado por uma empresa chamada Abstergo, que o sequestra, aprisiona e resolve usá-lo para obter informações de seus antepassados. Toma essa, Desmond -Molyneux- Miles!

Um verdadeiro assassino
Usando um aparelho chamado Animus, Desmond revive acontecimentos de seu antepassado Altaïr ibn-La’Ahad, membro dos Hashshashin, durante a Terceira Cruzada. Altair é um membro muito qualificado da irmandade, mas ao cometer um erro grave é rebaixado por seu mestre. Para recuperar seu status e sua honra deve cumprir uma série de missões, nove assassinatos de figuras importantes.

A jogabilidade de Assassin’s Creed é impressionante. Apesar de estar inicialmente restrito a poucos recursos, Altair mostra porque está acima de seus semelhantes. Capaz de se movimentar discretamente você também pode escalar praticamente qualquer superfície em que há algo para se agarrar, e isso lhe dá a oportunidade de apreciar os belos cenários do jogo, com suas cidades bem construídas e cheias de vida.

E Altair não é apenas um mestre da progressão, é também um assassino extremamente habilidoso. Seja com sua lâmina escondida, suas espadas, facas ou mesmo com seus punhos e pés, este é um cara com o qual você não quer ter um problema. E se tiver, reze para que ele seja piedoso e lhe dê uma morte rápida e digna.

Mas nem tudo são flores
Infelizmente Assassin’s Creed tem problemas, e alguns problemas graves sendo o pior deles a câmera. Infelizmente a Ubisoft ainda não conseguiu desenvolver uma engine de câmera decente e isso atrapalha em vários momentos, deixando obstáculos entre sua visão e Altair, mudanças bruscas que lhe fazem perder a direção ou mesmo impossibilitando a progressão uma vez que você não consegue comandar devidamente o personagem. Só não é um desastre pois você tem controle sobre esta câmera com o analógico direito, ainda assim atrapalha muito. Há também uma quantidade muito grande de mini-missões, o que não seria tão grave se não houvesse pouca variação das mesmas, ou seja, é necessário fazer a mesma coisa vezes demais tornando o jogo muito cansativo. Este problema é um diminuído na versão para PC que possui quatro novos tipos de missões.

Uma reclamação pessoal é quanto às pedintes, aos leprosos/loucos e aos bêbados. Estes personagens dão muita vida às cidades, mas há uma quantidade excessiva deles! Houve momentos de frustração intensa por causa disso, como uma vez em que eu precisava assassinar um templário sem chamar a atenção e três pedintes me rodearam, em outro os bêbados do cais causaram minha morte pois Altair não sabe nadar, e em outro eu não consegui atravessar uma viela pois dois leprosos ficavam me empurrando na direção contrária. Incômodos desnecessários.

Entre mortos e feridos
Não, nem todos se salvaram, mas o jogo sim, Assassin’s Creed vale a pena ser jogado. Apesar dos problemas o conjunto de jogabilidade, gráficos, som e inteligência artificial fazem deste um grande jogo. A experiência de usar diversos tipos de lâminas para matar muitos e muitos guardas é terapêutica e certamente vai te deixar bem relaxado após aquele dia complicado. Jogue, divirta-se e não tente fazer nada do jogo na vida real, você provavelmente vai acabar bem machucado e preso.

PS: Duas curiosidades sobre a dublagem, o dublador de Desmond é Nolan North, que também dubla Nathan Drake, e a dubladora de Lucy Stillman é Kristen Bell, a loira gatíssima Veronica Mars.

Sobre o autor

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  • Hiro

    Esse foi um verdadeiro retro-review.

    Odiei esse jogo. Por 2 motivos: O fato dele ser simplesmente o jogo mais repetitivo da história e pq a história é tão boa que eu não consegui largá-lo msm assim.

    Mas o 2, é foda. Estou atrás do brotherhood.

  • GABREo_O

    Q jogo tosco horrivel e podre nunca quero perder tempo jogando isso(é mto melhor o call of duty moder warfare 2 e o black ops).

  • R_the_alien

    Peguei esse jogo numa boa promoção para PS3, joguei um bocado, mas depois cansei. Realmente muito repetitivo.

    Além disso apesar das várias formas de conseguir matar seu inimigo, geralmente se fizer isso de qualquer jeito o resultado é o mesmo. Talvez um sistema de pontuação para as mortes ajudasse um pouco.

    Vou acabar terminando jogando de pouco em pouco enquanto intercalo com outros jogos.

    Dizem que o 2 é muito melhor, se restar ânimo testo depois de terminar o primeiro.

  • Eu tô tentando controlar o hype pro segundo jogo, que já tenho, e vocês não estão ajudando! Se eu jogar AC2 agora vou querer jogar Brotherhood na sequência e ainda tá caro!