Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Tempos modernos
Ah, a guerra. Desde a época em que nossa raça estava surgindo nós batalhamos, por comida, por mulheres, por território, etc. Nós queremos algo, nós tomamos. Sempre foi assim e, eu acredito, sempre será assim. Isso é uma coisa ruim? Claro! Demonstra que somos seres incapazes de tolerar a invasão do que consideramos nossos espaços pessoais, mas isso é papo pra outra hora, neste momento vamos discutir como as coisas são feitas hoje. Armamento de precisão, estratégia e, quando necessário, força bruta, é assim que as guerras modernas são travadas e COD4 te coloca no meio deste inferno real e paraíso da ficção.

O novato
O pau tá comendo em algum lugar no mundo. Este é o motivo mais fácil pra justificar uma história, sempre em algum lugar no mundo o pau tá comendo (sem trocadilhos, pervertidos) e para alimentar a Guerra nós precisamos fornecer seu néctar favorito, soldados. O jogo começa com você, John “Soap” MacTavish, sargento do exército britânico e recruta do SAS (Special Air Service), sendo apresentado a sua nova unidade para treinamento. Você também controlará outros personagens durante o jogo, como é comum na série Call of Duty.

Siga as ordens e seja eficiente
A jogabilidade é simples e magistral, seus objetivos são claros e você carrega inicialmente o equipamento básico, um rifle de assalto, uma pistola, uma faca e algumas granadas. Siga as instruções e você cumprirá o dever de qualquer soldado, matar inimigos. Como todos os FPS militares o jogo dá pouca oportunidade pra você seguir seu próprio caminho, a cada objetivo completado um novo é dado e assim o jogo fica linear, mas isso não tira a qualidade do conjunto em nenhum momento, afinal você é um recruta seguindo ordens, não um agente inconsequente sedento por sangue (não nesta história, psicopata).

O grande quadro
O que diferencia COD4 de outros FPS militares é sua imersão. Além de movimentos próximos à realidade, gráficos impressionantes e excelente som a história é muito crível, algo muito semelhante ao jogo pode estar acontecendo neste momento, e isso te coloca dentro do jogo. Coisas dão certo, coisas dão errado, e quando dão errado você precisa se adaptar à situação. Em intervalos cada vez menores você vai dizer “Agora deu merda!” ou algo assim e cada um destes momentos vai mostrar que concentração e precisão são a solução para a merda não se espalhar muito. Seu objetivo final parece claro no início, mas alcançá-lo é algo tão difícil que você fica se perguntando se vale mesmo a pena. Claro que vale, tanto na ficção como na realidade, mas você vai se perguntar mesmo assim.

Tão próximo e tão distante
Call of Duty 4: Modern Warfare resgata a série de um abismo e com isso faz você se sentir um soldado de verdade e não seu avô revivendo memórias. Ótima jogabilidade, história, gráficos e som fazem deste um FPS obrigatório a qualquer um que tenha ao menos simpatia pelo gênero.